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Rompimento de barragens deixa dezenas de mortos e soterrados em MG

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O rompimento de duas barragens de contenção de rejeitos da empresa de mineração Samarco na localidade de Bento Rodrigues, em Mariana, no interior de Minas Gerais, deixou dezenas de mortos e soterrados nesta quinta-feira (5). Até as 23 horas, o Corpo de Bombeiros informava que o número de mortos chegava a 17 e que outras 75 pessoas ficaram feridas. A corporação afirmou também que o número de vítimas deve subir, pois ainda havia muitas pessoas soterradas. O acidente ocorreu por volta das 16 horas.

Bombeiros de Mariana e Ouro Preto, cidade vizinha, deslocaram-se para o local, mas algumas áreas estão sem acesso. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase) informou que entre 14 e 15 pessoas podem ter morrido e outras 45 estariam desaparecidas.

Já o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, que está na região, disse haver pelo menos dez desaparecidos. “A situação é catastrófica, muito delicada”, disse. Três helicópteros dos bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil seguiram para a região.

Moradores das regiões de Paracatu e Paracatu de Baixo estavam sendo avisados para deixarem as casas, pois havia risco de serem atingidas pela lama de rejeitos.

Outros casos

2014: um acidente na barragem da Mineradora Herculano, no dia 10 de setembro, em Itabirito (a 58 km de Belo Horizonte), deixou ao menos três trabalhadores mortos. Na época, o rompimento da barragem provocou o deslizamento de um grande volume de rejeitos de minério e lama, que atingiu veículos da empresa e matou os funcionários.

2009: em 27 de maio, a barragem Algodões 1, em Cocal (282 km de Teresina), se rompeu e matou oito pessoas no Piauí. O acidente liberou todos os 50 milhões de litros de água armazenados.Uma comissão independente formada por quatro professores da UFPI (Universidade Federal do Piauí) afirmou na época que a barragem Algodões 1 estava sem manutenção havia cinco anos.

2004: uma inundação decorrente de um vazamento na Barragem de Camará (152 km a oeste de João Pessoa, na Paraíba) matou ao menos três pessoas, duas em Alagoa Grande e uma em Mulungu, além de deixar outras 1.600 desabrigadas nos dois municípios. Os municípios mais atingidos pela enchente - Alagoa Grande e Mulungu- ficam rio abaixo logo depois da barragem, na região do Estado conhecida como “brejo” -que divide o litoral do sertão. Alagoa Nova, onde fica a barragem, teve poucos estragos em casas na zona rural, pois a construção fica na parte baixa da cidade. Araçagi, Alagoinha, Mamanguape e Rio Tinto, as duas últimas já localizadas próximo ao litoral paraibano, também sofreram transtornos.

A Samarco divulgou nota afirmando que mobilizou todos os esforços para priorizar o atendimento às pessoas e a mitigação de danos ao meio ambiente.

As autoridades foram comunicadas e as equipes estão no local prestando assistência. “Não é possível, neste momento, confirmar as causas e extensão do ocorrido, bem como a existência de vítimas.” Por segurança, a empresa pediu que se evitem o deslocamento de pessoas para o local, exceto as equipes envolvidas no atendimento de emergência.

Governo oferece ajuda a Minas no socorro a vítimas de rompimento de barragem

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, colocou as forças federais à disposição de Minas Gerais para atuação em Bento Rodrigues. Em nota, a Casa Civil informa que o ministro entrou em contato com o governador de Minas, Fernando Pimentel, para colocar as forças federais à disposição. Jaques Wagner comunicou a presidente Dilma Rousseff do acidente antes do embarque dela de volta de Alagoas para Brasília.

A Casa Civil informa ainda que, a partir do Ministério da Defesa, foram colocados em regime de prontidão os batalhões de Belo Horizonte e de São João del Rey, “que estão mobilizados para atuar de acordo com as necessidades locais”. Além disso, o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, está em comunicação permanente com o Estado e à disposição para atuar.

“A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) foi acionada e mantém contato com a gestão de saúde do estado para verificar as necessidades nas ações de resgate. Atuam, ainda, nas atividades de busca e salvamento, aeronaves da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros que sobrevoam o local”, diz a nota da Casa Civil.



Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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