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Fenômeno climatologico aumenta o número de queimadas em 2015 no Brasil

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O ano de 2015 termina como o que mais teve queimadas no Brasil desde 2010 sendo principal fator agravante o fenômeno El Niño, que reduziu drasticamente o regime de precipitação entre as Regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste.

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que no período entre 01 de janeiro e 21 de dezembro, em todo o país, foram contabilizados 231.661 focos de calor, aumento de 27% em comparação com o mesmo período de 2014, outro ano crítico de estiagem no país. Em 2010, o total de focos acumulados no período chegou a 247.877.

Os estados que mais queimaram em 2015 foram justamente onde a chuva caiu de forma irregular, o que disseminou os focos sobre a vegetação seca e em áreas de derrubada.

Pará liderou o ranking no período com 43.126 focos, o que representa um aumento de 22% em comparação com 2014.
Em segundo lugar esteve Mato Grosso, com 32.640 focos, aumento de 16% se comparados os dados com o ano passado.
E em terceiro lugar ficou o estado do Maranhão, com 29.167 focos, o que representa aumento de 15% com relação ao período de 2014.

Também contabilizaram aumentos em 2015 os estados do Acre (com 5.493 focos – aumento de 43%), Alagoas (com 584 focos – aumento de 224%), Amazonas (com 15.061 focos – aumento de 15%), Amapá (com 2.619 focos – aumento de 81%), Bahia (com 18.189 focos – aumento de 134%), Ceará (com 3.194 focos – aumento de 32%), Espírito Santo (com 999 focos – aumento de 201%), Goiás (com 6.830 focos – aumento de 5%), Mato Grosso do Sul (com 5.181 focos – aumento de 113%), Paraíba (com 579 focos – aumento de 33%), Pernambuco (com 1.069 focos – aumento de 68%), Piauí (com 14.584 focos – aumento de 51%), Rio Grande do Norte (com 426 focos – aumento de 23%), Rondônia (com 14.346 focos – aumento de 88%), Roraima (com 1.992 focos – aumento de 14%), Sergipe (com 299 focos – aumento de 211%) e Tocantins (com 17.307 focos – aumento de 15%).

Houve redução na quantidade de queimadas apenas no Distrito Federal (com 172 focos – redução de 31%), Minas Gerais (com 10.552 focos – redução de 14%), Paraná (com 2.183 focos – redução de 5%), Rio de Janeiro (com 657 focos – redução de 53%), Rio Grande do Sul (com 1.448 focos – redução de 32%), Santa Catarina (com 921 focos – redução de 19%) e São Paulo (com 1.977 focos – redução de 57%).

O bioma que mais registrou focos de queimadas ao longo do ano de 2015 foi a Amazônia, com 111.466 focos, seguida do Cerrado, com 81.822 focos, Mata Atlântica, com 16.561 focos, Caatinga, com 16.111 focos, Pantanal, com 4.884 focos e Pampa, com 863 focos.

Já os municípios que mais queimaram no ano estão no chamado “arco do desmatamento”, onde a derrubada da floresta para áreas de pastagens e cultivo de grãos avança a todo vapor há anos.

São Félix do Xingu, no Pará, liderou com 4.331 focos, seguido de Porto Velho, em Rondônia, com 4.069 focos, Altamira, no Pará, com 3.332 focos, Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com 2.869 focos e Colniza, em Mato Grosso, com 2.230 focos. Estes foram os municípios “exemplo” de destruição de suas matas.




Fonte: De Olho no Tempo

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