fechar× Entre em contato +55 71 3042-7807 +55 71 9 9964-4534

Amazônia está se transformando em uma savana

blog-image
Amazônia está se transformando em uma savana, ainda que temporariamente, conforme algumas previsões e de acordo com um novo estudo publicado nos Estados Unidos.

O estudo, liderado por Naomi Levine, pesquisador em biologia na Universidade de Harvard, analisa a resposta individual de plantas amazônicas para um ambiente mais seco, em comparação com modelos que estimaram os efeitos em todo o ecossistema.

“Nossa análise sugere que, em contraste com as previsões de estabilidade ou catastrófica perda de biomassa, a floresta amazônica responde a um clima mais seco imediatamente, mas gradual e heterogênea”, diz o estudo, publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.

Em outras palavras, “a floresta amazônica é mais sensível às mudanças no clima, como sugerido em outros estudos, mas não é tão provável que uma mudança súbita de um ecossistema para outro é dado”, dizem os autores.[Amazônia]Amazônia

A mudança será uma “floresta alta concentração de biomassa lenhosa e seco floresta de transição savana-like”.

No entanto, o estudo adverte que o desmatamento e outras intervenções humanas podem acelerar esta transição, que já está passando por uma região considerada o “pulmão verde” do planeta.

Amazônia tornou-se um dos maiores poluidores do planeta

Especialistas dizem que os maiores medos ocorrem no sul da floresta amazônica, onde as condições de seca já estão mais avançados observou.

O estudo mostra que a vulnerabilidade ou resiliência da floresta tropical depende da duração da estação seca, o tipo de solo, mas também, muito importante, o nível de concorrência e da dinâmica entre plantas e árvores no ecossistema.

Também observa que a heterogeneidade e biodiversidade da floresta amazônica torna mais resistente ao que consideravam alguns modelos da falta de água, e permite uma resposta mais gradual à seca.

Amazônia não será mais os pulmões do planeta

As áreas arborizadas da bacia amazônica com estações secas de quatro meses, um quarto de todo o ecossistema vai perder 20% de sua biomassa, se a estação seca em dois meses aumentaram, enquanto esse processo está se acelerando em áreas agora sofrendo seis meses de estação seca, com apenas um mês de aumento da seca.

Os investigadores salientam também a importância de estudar a transição na floresta amazônica, analisando a resposta de diferentes tipos de árvores individualmente, tendo em conta a qualidade do solo, em vez de incluir toda a biomassa no mesmo modelo.




Fonte: Meio Ambiente Rio

Comentários

Deixe um comentário

Informação: não é permitido conteúdo HTML!
* Campos obrigatórios